Operação La Máquina mira quadrilha que usava aviões clandestinos para transportar drogas na Amazônia

Operação La Máquina mira quadrilha que usava aviões clandestinos para transportar drogas na Amazônia

Uma organização criminosa suspeita de utilizar aviões de pequeno porte, pistas clandestinas e empresas de fachada para transportar drogas a partir da Amazônia foi alvo da Operação La Máquina, deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em conjunto com a Polícia Federal.

IMG_5378-768x1024 Operação La Máquina mira quadrilha que usava aviões clandestinos para transportar drogas na Amazônia
(Foto: Divulgação)


A operação cumpriu 43 mandados judiciais em oito estados e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 7,7 milhões em ativos financeiros

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada para viabilizar o transporte interestadual de entorpecentes. O esquema teria divisão de tarefas envolvendo financiamento, contratação e pilotagem de aeronaves, manutenção, abastecimento, armazenamento e distribuição das drogas, além da movimentação dos recursos obtidos com as atividades ilícitas.

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(Foto: Divulgação)

A logística também utilizava rotas terrestres e fluviais para levar os entorpecentes a diferentes estados brasileiros. 

As apurações tiveram como um dos pontos de partida o monitoramento de pistas de pouso clandestinas no interior do Amazonas. Conforme os investigadores, duas delas, localizadas nos municípios de Tefé e Presidente Figueiredo, foram apontadas como estruturas de apoio às operações aéreas e tiveram a destruição autorizada pela Justiça. Também foram identificados indícios de adulteração na identificação de uma aeronave, o que poderia dificultar a fiscalização. 

Mandados foram cumpridos em oito estados

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(Foto: Divulgação)

As ações ocorreram simultaneamente no Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina, com a participação de mais de 100 policiais federais e integrantes do Gaeco. Ao todo, foram cumpridas 13 prisões preventivas, quatro medidas cautelares diversas da prisão e 26 mandados de busca e apreensão

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de 31 veículos, avaliados em cerca de R$ 3 milhões, e de dois centros comerciais relacionados aos investigados. O objetivo das medidas patrimoniais é atingir a estrutura financeira da organização e reduzir sua capacidade de atuação. 

Investigação aponta movimentação de mais de R$ 35 milhões

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(Foto; Divulgação)

O braço financeiro do esquema também entrou no radar das autoridades. Durante as investigações, pessoas físicas e jurídicas ligadas aos suspeitos teriam movimentado mais de R$ 35 milhões, em valores considerados incompatíveis com as atividades econômicas declaradas.

Segundo os investigadores, empresas de fachada, depósitos e transferências fracionadas e movimentações realizadas por terceiros teriam sido utilizadas para ocultar ou dar aparência lícita aos recursos. Parte do dinheiro teria sido empregada na aquisição de imóveis, veículos, embarcações e empreendimentos comerciais, incluindo centros comerciais em Manaus. 

As investigações também identificaram ocorrências envolvendo aeronaves supostamente ligadas ao esquema. Entre os episódios apurados estão a interceptação de uma aeronave seguida de ação policial na região de Tefé e o desaparecimento de outro avião durante um voo nas proximidades da fronteira com a Venezuela, em circunstâncias compatíveis com um possível acidente aeronáutico. 

Por que “La Máquina”?

O nome da operação surgiu a partir de comunicações monitoradas durante a investigação. De acordo com as autoridades, a expressão “La Máquina” era utilizada pelos investigados para fazer referência às aeronaves empregadas nos chamados “fretes” de drogas. 

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, por crimes como tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais.

A análise do material apreendido durante a operação poderá levar à identificação de outros envolvidos e de novas práticas criminosas.

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