Maria do Carmo e Assessor são alvos da polícia após ataques eleitorais na campanha, em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou na manhã desta quinta-feira (29/10) uma operação com cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ex-candidata ao governo do Estado Maria do Carmo Seffair (PL) e a profissionais que atuaram no marketing de sua campanha eleitoral.
Entre os alvos estão o publicitário George Wilde, contratado para comandar o núcleo de marketing da campanha em São Paulo, e o radialista e jornalista Jefferson Coronel, que atuou na comunicação da candidata em Manaus.
Segundo informações preliminares, uma das diligências ocorreu na avenida Guilherme Paraense, no bairro Adrianópolis, em um endereço associado à ex-candidata, onde os policiais teriam encontrado um escritório de advocacia.
Outro mandado foi cumprido no Residencial Bellagio, na rua Maceió, também no Adrianópolis, ligado a Jefferson Coronel. Vídeos obtidos pela imprensa local mostram policiais em viatura descaracterizada entrando no prédio e saindo com um computador e sacos com materiais apreendidos.
Investigação teve início após denúncias de Omar Aziz
A investigação apura a produção e circulação de conteúdos de vídeo divulgados durante a campanha eleitoral que teriam feito ataques envolvendo o governador eleito Omar Aziz (PSD) e seus familiares, incluindo a filha dele.
Em vídeo ao vivo publicado nas redes na segunda-feira, Jefferson Coronel negou envolvimento com a produção dos vídeos.
“Não fui contratado para ser o marqueteiro, fui contratado para ser assessor de imprensa e ajudar na preparação dela para os debates. Não tive acesso a nenhum dos filmes, dos vídeos ou dos programas que foram produzidos durante a campanha”, declarou.
O que diz a defesa
A defesa da ex-candidata, assinada pelo advogado Sérgio Roberto Bulcão Bringel Júnior, divulgou nota afirmando que Maria do Carmo não foi intimada ou notificada pela polícia, que não houve diligência em sua residência e que ela soube da denúncia pela imprensa.
No comunicado, ela repudia ataques desse tipo, afirma que também foi alvo de ataques durante a campanha e se coloca à disposição para colaborar com as autoridades.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou oficialmente o objeto da investigação nem informou se houve prisões.



Publicar comentário