Reintegração de posse em Manaus: Terreno destinado a moradias é alvo de operação no Santa Etelvina

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Reintegração de posse em Manaus: Terreno destinado a moradias é alvo de operação no Santa Etelvina

Uma operação de reintegração de posse mobilizou forças de segurança e representantes de órgãos públicos na manhã desta quarta-feira (28), na Avenida 7 de Maio, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus. O terreno ocupado por famílias deverá ser destinado à construção de 320 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

A ação conta com a participação da Polícia, do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), do Conselho Tutelar e de equipes da Âmbar Energia. Representantes da Prefeitura de Manaus também acompanham a ocorrência, enquanto agentes de segurança tentam negociar com as lideranças dos ocupantes uma saída pacífica da área.

De acordo com informações divulgadas durante a operação, a liberação do terreno é necessária para a realização dos serviços de terraplanagem e o início das obras habitacionais. A resistência dos moradores, no entanto, tem dificultado a desocupação.

Terreno deve receber 320 moradias

Segundo informações divulgadas, a área possui aproximadamente 21 mil metros quadrados e pertence ao município. O procurador municipal Thiago Calandrini afirmou que o empreendimento habitacional já foi aprovado pela Caixa Econômica Federal e depende da liberação do terreno para avançar.

A Prefeitura também aponta a presença de um curso d’água e a existência de restrições ambientais na área como fatores relacionados à irregularidade da ocupação, conforme declarações do procurador.

Negociação e impasse com os ocupantes

A operação é marcada por tentativas de diálogo entre as autoridades e as pessoas que permanecem no terreno. Conforme relatos publicados por veículos locais, esta não é a primeira vez que equipes da Prefeitura e de segurança comparecem ao endereço para tentar liberar a área.

A quantidade de famílias que vivem no local também é motivo de divergência nas informações divulgadas. Enquanto representantes do poder público mencionaram entre 40 e 50 pessoas durante a operação, moradores ouvidos por veículos de comunicação afirmaram que cerca de 300 famílias ocupavam o terreno.

Até o momento, não há confirmação de um acordo definitivo para a saída dos ocupantes nem de uma solução de reassentamento para as famílias afetadas.

Moradores contestam a ação

Durante a operação, moradores questionaram a forma como a desocupação estava sendo conduzida e afirmaram que não tiveram acesso prévio à documentação que justificaria a retirada. As declarações foram publicadas por veículos que acompanham a ocorrência e representam a versão dos ocupantes.

Já a Procuradoria-Geral do Município sustenta que a área pública precisa ser liberada para viabilizar o projeto habitacional. Segundo o procurador municipal, a orientação é permitir que os moradores retirem seus pertences gradualmente e evitar o agravamento dos conflitos.

A operação também teve registro de feridos, dois moradores precisaram ser socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros durante a ação.

Destino das famílias ainda não foi definido

Apesar da previsão de construção das 320 moradias, ainda não há confirmação de que as famílias atualmente instaladas no terreno serão contempladas pelo empreendimento. Também não foi divulgada uma definição sobre eventual reassentamento ou inclusão dos ocupantes em programas habitacionais.

As negociações e os trabalhos de desocupação ocorrem em meio ao impasse entre a necessidade de liberar a área para o projeto habitacional e as reivindicações dos moradores que vivem no local.

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