Naufrágio no Encontro das Águas: Buscas entram no terceiro dia com mergulhadores a cinquenta metros de profundidade
Manaus (AM) – As buscas pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13), no Encontro das Águas, foram retomadas às 6h da manhã deste domingo (15). A operação chega ao terceiro dia com foco técnico em alcançar a estrutura da embarcação, localizada a aproximadamente 50 metros de profundidade no leito do Rio Amazonas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, as atividades haviam sido suspensas no início da noite de sábado (14) por questões de segurança.
A profundidade, a forte pressão da água e a visibilidade praticamente nula tornam a operação de alta complexidade, exigindo protocolos rigorosos para os 21 mergulhadores táticos envolvidos diretamente na missão.
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Estrutura reforçada e varredura no rio
Ao todo, 44 bombeiros militares atuam em sistema de revezamento, com o apoio de cinco embarcações posicionadas na região do acidente.
Além disso, uma equipe de mergulho de Itacoatiara realiza varredura ao longo do Rio Amazonas para localizar possíveis vítimas que tenham sido levadas pela correnteza.
Segundo a lista da empresa responsável pela lancha, a embarcação transportava 67 passageiros e quatro tripulantes. No entanto, conforme o Corpo de Bombeiros, 71 pessoas foram resgatadas com vida ainda na sexta-feira.
Até o momento, duas mortes foram confirmadas: a criança Samila de Souza, de 3 anos, e a estudante de odontologia Lara Bianca, de 22 anos. Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal no mesmo dia do acidente.
Outras sete pessoas seguem desaparecidas.
Vítimas desaparecidas
Entre os desaparecidos está o musicista Fernando Grandêz, cantor da igreja Assembleia de Deus, onde integrava o ministério de louvor. Também foram identificados como desaparecidos Lara Bezerra, 20 anos; Patrícia Barroso, 37; Ana Carla, 40; Apoliana Oliveira, 36; Romoaldo de Almeida, sem idade divulgada; além de um adolescente de 15 anos, que não teve o nome revelado.
Força-tarefa e apoio às famílias
Desde as primeiras horas após o naufrágio, a Defesa Civil do Amazonas ativou protocolo de resposta para apoiar as ações de busca, salvamento e assistência às vítimas. O órgão disponibilizou 20 agentes com experiência em mergulho e duas lanchas para reforçar a operação.
O Governo do Amazonas montou uma força-tarefa integrada ainda na sexta-feira. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome instalou um ponto fixo de atendimento psicossocial na sede do Corpo de Bombeiros, na zona sul de Manaus, para dar suporte aos familiares dos desaparecidos.
O atendimento emergencial também foi realizado durante o desembarque dos sobreviventes. As autoridades esperam que, caso as condições do rio permitam, seja possível realizar uma varredura interna ou mais detalhada na lancha submersa ainda neste domingo.
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