Veja momento em que astronautas da Artemis II voltam da Lua em momento histórico
Mundo – Os astronautas da missão Artemis II foram retirados com segurança da cápsula Orion na noite desta sexta-feira (10), cerca de duas horas após o pouso no Oceano Pacífico. A operação de resgate foi realizada por equipes da NASA em conjunto com as forças armadas dos Estados Unidos, que localizaram a cápsula no mar e transportaram a tripulação de helicóptero até o porta-aviões USS John P. Murtha.

A cápsula Orion amerissou às 21h07 (horário de Brasília), próximo à costa de San Diego, encerrando a primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos.
A etapa final foi marcada por uma desaceleração intensa: em poucos minutos, a nave reduziu a velocidade de mais de 40 mil km/h para aproximadamente 32 km/h antes do impacto controlado no oceano.
A maior parte da frenagem ocorreu durante a reentrada na atmosfera terrestre, quando o atrito com o ar funcionou como um “freio natural” e elevou a temperatura ao redor do escudo térmico para mais de 2.700 °C.
O retorno seguiu uma sequência precisa. Às 20h33, houve a separação do módulo de serviço, deixando o escudo térmico exposto. Em seguida, às 20h37, uma queima de motores ajustou o ângulo de entrada na atmosfera.
Às 20h53, a cápsula atingiu 122 km de altitude e iniciou a reentrada, momento em que ocorreu o apagão temporário de comunicação.
Já às 21h03 foram abertos os paraquedas de frenagem, seguidos, às 21h04, pelos três paraquedas principais, garantindo a redução final da velocidade até o pouso no mar.
A bordo do porta-aviões, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen passarão por avaliações médicas pós-missão antes de retornarem à costa. Depois, aeronaves os levarão ao Centro Espacial Johnson, da NASA, em Houston, nos Estados Unidos.
Com duração aproximada de dez dias, a Artemis II percorreu mais de 1,1 milhão de quilômetros, marcando a maior distância já viajada por humanos no espaço.
Diferente das missões Apollo, o objetivo não foi pousar na Lua, mas testar sistemas essenciais para futuras operações em espaço profundo, incluindo a cápsula Orion, o foguete Space Launch System (SLS) e protocolos de segurança.



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