Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após tragédia; famílias planejam memorial vivo em Guarulhos
Brasil – Na próxima segunda-feira (23), os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados, quase 30 anos após o acidente aéreo que interrompeu de forma trágica a trajetória meteórica da banda.
A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias dos cinco músicos, que optaram pela cremação dos restos mortais e pela criação de um memorial simbólico e sustentável em Guarulhos (SP).
As cinzas serão transformadas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os artistas cresceram e deram início à carreira.
A iniciativa marca uma nova etapa na preservação da memória do grupo, que se tornou fenômeno nacional nos anos 1990.
Memorial vivo
Com a exumação e a cremação, as famílias pretendem transformar a dor em um gesto de renovação. O plantio das cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos simboliza continuidade, memória e vida, três décadas depois da tragédia que interrompeu uma carreira promissora, mas não apagou o legado cultural da banda.
Tragédia que marcou o país
O acidente ocorreu em 2 de março de 1996, quando a aeronave modelo Learjet 25D que transportava a banda se chocou contra a Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, durante uma tentativa de arremetida. Além dos músicos, morreram o piloto, o copiloto, um ajudante de palco e um segurança.
Os integrantes Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclado) e Sérgio Reoli (bateria) retornavam de um show em Brasília e se preparavam para uma série de apresentações internacionais, incluindo Portugal.
O impacto da tragédia foi imediato e profundo. O velório, realizado no Ginasio Municipal Paschoal Thomeu, reuniu cerca de 30 mil pessoas. Mais de 100 mil acompanharam o cortejo até o cemitério Parque das Primaveras, em uma das despedidas mais marcantes da história recente da música brasileira.
Fenômeno meteórico
Com letras irreverentes como “Pelados em Santos”, “Brasília Amarela” e “Sabão Crá-Crá”, os Mamonas Assassinas revolucionaram o mercado musical em menos de um ano. O primeiro e único álbum da banda, lançado em junho de 1995, vendeu 1,8 milhão de cópias em apenas oito meses.
Ao todo, o disco ultrapassou 3 milhões de unidades vendidas, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais da música nacional.
Misturando rock, humor escrachado e performances teatrais, o grupo conquistou públicos de todas as idades e se tornou símbolo de uma geração.
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