Ex-delegado Gustavo Sotero é condenado a mais de 30 anos pela morte de advogado em Manaus
O ex-delegado da Polícia Civil do Amazonas Gustavo de Castro Sotero foi condenado a 31 anos e quatro meses de prisão pela morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho, ocorrida em novembro de 2017, dentro da casa de shows Porão do Alemão, na Zona Oeste de Manaus. A pena foi posteriormente elevada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, que reconheceu uma agravante relacionada ao fato de as vítimas terem sido surpreendidas sem possibilidade de defesa.

O crime aconteceu durante uma discussão no estabelecimento. Segundo o processo, Sotero efetuou disparos que atingiram Wilson, que morreu no local, além de ferir outras três pessoas: Maurício Carvalho Rocha, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, esposa da vítima fatal, e Yuri José Paiva Dácio de Souza. Na sentença original, proferida em novembro de 2019 após três dias de julgamento pelo Tribunal do Júri, o então delegado havia sido condenado a 30 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A condenação envolveu crimes de homicídio qualificado privilegiado, tentativa de homicídio e lesões corporais de diferentes gravidades. Além da pena de prisão, Sotero também perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil. O julgamento contou com depoimentos de testemunhas, análises periciais e o interrogatório do próprio réu.
O caso ganhou novos capítulos nos anos seguintes. Em 2021, a Justiça concedeu a progressão de Sotero do regime fechado para o semiaberto, com previsão de monitoramento eletrônico. Em 2022, a demissão do ex-delegado foi publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas.
A decisão voltou a repercutir nesta terça-feira (1º), após a publicação sobre a condenação.



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