Ônibus voltam a circular em Manaus após paralisação de rodoviários
Os ônibus do transporte público voltaram a circular em Manaus na madrugada desta terça-feira (21), após a paralisação dos rodoviários que afetou o transporte coletivo da capital na segunda-feira (20). Os primeiros veículos começaram a deixar as garagens por volta das 4h40.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), cerca de 70% da frota já estava nas ruas no início da operação.
A retomada foi autorizada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, que orientou a categoria a retornar ao trabalho. A decisão ocorreu após determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11).
A Justiça determinou que 80% da frota permaneça em circulação nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h. Nos demais períodos, pelo menos 50% dos ônibus devem operar. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 120 mil por hora ao sindicato dos trabalhadores.
A decisão também proibiu bloqueios ou qualquer ação que impeça a entrada e saída de ônibus e funcionários das garagens. Eventuais manifestações devem ocorrer a, no mínimo, 200 metros dos acessos às empresas. O TRT-11 ainda autorizou o desconto dos salários dos trabalhadores que aderiram à paralisação.
A greve foi motivada por atrasos no pagamento dos salários dos rodoviários.
Segundo o STTRM, as empresas não teriam cumprido o calendário estabelecido anteriormente pela Justiça, que determina o pagamento de 40% dos salários até o dia 20 de cada mês, ou no dia útil anterior, e dos 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte.
Na segunda-feira, a paralisação provocou dificuldades para milhares de passageiros, que enfrentaram longas filas e precisaram recorrer a transportes por aplicativo, cujos preços registraram aumento devido à alta demanda.
Com a retomada parcial da frota, o transporte coletivo voltou a operar nesta terça-feira, enquanto trabalhadores e empresas seguem em meio às discussões sobre o cumprimento dos pagamentos e dos direitos trabalhistas da categoria.



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