Professor de jiu-jitsu preso no AM diz ser inocente; delegada aponta esquema com kimonos e patrocinadores para atrair alunos

Professor de jiu-jitsu preso no AM diz ser inocente; delegada aponta esquema com kimonos e patrocinadores para atrair alunos

A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta segunda-feira (06) o professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, suspeito de abusar e explorar sexualmente alunos adolescentes.

Em coletiva de imprensa , a delegada Deborah Ponce de Leão, adjunta da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, revelou que o investigado mantinha um suposto esquema para atrair vítimas: oferecia kimonos, passagens e patrocínios para competições em troca de favores sexuais.

Segundo a delegada, a denúncia inicial chegou em 12 de novembro de 2024 e apontou crimes cometidos entre 2011 a 2018, com vítimas adolescentes, muitas delas campeões mundiais de jiu-jítsu. A investigação da Operação Armlock, parte da ação nacional Hagnos do Ministério da Justiça, identificou 12 vítimas e aponta outros possíveis casos.

Conforme a PC-AM, os abusos ocorriam em viagens e na residência do professor. A delegada detalhou que ele dopava os jovens para consumar os atos e, em algumas situações, dava banho nas vítimas e tocava suas partes íntimas. Um dos casos citados envolve um garoto que teria começado a ser abusado aos 9 anos.

Preso por mandado de prisão temporária, Alcenor Alves Soeiro afirmou à polícia que é inocente. Ele está à disposição da Justiça e a Depca segue investigando para identificar novas vítimas.

A Polícia Civil do Amazonas reforça que pais e responsáveis podem consultar no site da corporação um código de conduta para academias de jiu-jítsu, luta livre e judô, com orientações sobre limites entre professor e aluno.

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