MPAM abre investigação sobre possível omissão da Câmara de Manaus em processo de cassação de Rosinaldo Bual
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou uma investigação para apurar uma possível omissão da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na condução do pedido de cassação do vereador Rosinaldo Bual.

A medida ocorre após o Comitê Amazonas de Combate à Corrupção denunciar a demora e a falta de transparência na tramitação do processo protocolado ainda em outubro de 2025, que pede a perda do mandato do parlamentar em razão de investigações sobre um suposto esquema de “rachadinha”, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
Segundo a portaria publicada pelo MPAM, o órgão irá verificar se houve demora injustificada, omissão ou descumprimento de normas por parte da Mesa Diretora da CMM no processamento da representação contra o vereador.

O Comitê também solicitou acesso integral aos documentos do processo para identificar quais providências foram efetivamente adotadas pela Casa Legislativa e em que estágio se encontra a análise do pedido de cassação.
O caso ganhou repercussão após investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPAM, apontarem que Rosinaldo Bual teria utilizado a estrutura do mandato para operar um esquema de devolução de parte dos salários de assessores comissionados.
Durante as diligências, foram apreendidos dinheiro em espécie, cheques e armas de fogo em endereços ligados ao parlamentar, incluindo seu gabinete.
Para o Comitê Amazonas de Combate à Corrupção, a demora na tramitação do pedido de cassação compromete a credibilidade institucional da Câmara de Manaus e enfraquece os mecanismos de controle interno do Legislativo.
A entidade sustenta que denúncias de corrupção e de possível uso indevido da estrutura pública exigem uma resposta célere e transparente, ampliando a pressão sobre a CMM para que dê andamento ao processo e apresente esclarecimentos à sociedade sobre a situação do vereador.



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